Análise – Microsoft Wireless Mobile Mouse 6000

Quantos mouses você já usou na vida? Eu não lembro ao certo do total, mas lembro que já cheguei a usar três mouses no período de um ano. Os defeitos eram sempre os mesmos: ora a setinha corria sozinha pela tela, ora não respondia a movimentação do mouse. Em suma, todos com problema de mal contato no fio.

Cansado de comprar esses mouses sem vergonhas que custam R$ 20,00, resolvi enfiar a mão no bolso e comprar um mouse de verdade, pois veja bem, esse é o típico caso do barato sai caro. Três mouses sem vergonhas a R$ 20,00, no final eu joguei R$ 60,00 no lixo.

Bom, se o problema era o fio, decidi comprar um sem fio. Mas de qual marca? Não adiantaria comprar um sem fio, mas de marca duvidosa.

Já sabendo que os hardwares feitos pela Microsoft eram sempre elogiados e possuíam garantias enormes (3 anos de garantia dependendo do produto) optei pelo Wireless Mobile Mouse 6000.

O que vem no produto?

A embalagem vem com:

  • um mouse,
  • uma pilha AA alcalina (que segundo a Microsoft dura até 10 meses),
  • um nanotransceptor para você colocar na entrada USB,
  • e um cd de instalação para que você possa customizar os botões adicionais que vem no mouse.

O mouse

O mouse é leve pelo fato de utilizar uma só pilha AA. A parte superior é de plástico preto fosco, com detalhes prateados nas laterais.

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Possui lateral emborrachada para facilitar o manuseio e é anatômico permitindo o uso tanto para destros como para canhotos com a mesma naturalidade da pegada.

Possui 5 botões. Os normais esquerdo, direito e o do meio por meio do click wheel (rodinha para os leigos) e os dois botões adicionais laterais que numa pegada normal do mouse, os botões ficariam perto do dedão e do anelar.

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Numa configuração padrão, estes botões seriam utilizados para avançar ou voltar páginas no seu navegador de internet, mas como eu disse, o mouse vem acompanhado de um cd para customização destes botões.

A rodinha não faz aquele tradicional barulho de clique durante o movimento. A roda é livre é muito precisa, provocando um movimento suave ao navegar pela internet. Além dela rolar no sentido vertical, você pode se beneficiar da rolagem horizontal da tela inclinando a roda para direita ou esquerda. Ou seja, você pode rolar a tela nas quatro direções com a sua roda.

O laser é azul, graças a tecnologia BlueTrack, assim você pode usar o mouse em mais superfícies do que 0 tradicional laser vermelho não conseguiria. Acho que a única superfície que o mouse não se deu bem até agora foi de vidro. Todas as outras que eu testei deu certo, como mesa de madeira, mesa de plástico, folha de papel, cobertor da cama. Definitivamente eu aposentei o meu mouse pad.

E por fim, possui uma luz indicadora do status da pilha que se acende apenas quando você liga o mouse, ou quando a pilha está acabando.

O transceptor

O mouse por ser sem fio vem com um nanotransceptor para ser plugado numa entrada USB. Confesso que fiquei decepcionado no começo, pois queria um aparelho que funcionasse via bluetooth e não dependesse do transceptor, pois uso um notebook que já vem com bluetooth, porém com o tempo percebi que nem todos os desktops possuem bluetooth e o nanotransceptor USB vem bem a calhar nessas horas.

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O nanotransceptor USB pode ser encaixado no próprio mouse para que você não o perca durante a viagem, e é plug-and-go, ou seja, você pode deixá-lo no computador ou guardá-lo no mouse durante o transporte. Basta plugar e usar.

A garantia

Agora vamos falar da garantia. 3 anos de garantia é muito mais que a nossa legislação obriga e mesmo assim a Microsoft assumiu a confiança que tem em seus produtos e nos deu mais dois anos de garantia de brinde. A pergunta é: funciona essa garantia?

A minha resposta é: funciona e muito bem! Infelizmente o meu transceptor queimou depois de um ano e meio de uso e acionei a garantia. A Microsoft solicita aos seus clientes que mandem o produto na embalagem via correio para uma caixa postal, junto com uma cópia de nota fiscal e um protocolo que eles geram de atendimento.

Depois de analisado se o defeito foi de fábrica ou de mau uso, eles informam tudo por e-mail sobre o procedimento de entrega do novo produto.

Em menos de um mês recebi o mouse em casa e ainda recebi a ligação de um atendente da Microsoft perguntando se havia recebido o meu mouse. Fantástico! A equipe de pós-vendas da Microsoft está de parabéns e foi por este motivo que fiz este review.

É muito bom ser tratado bem por uma companhia que em todas as etapas de venda e pós-venda soube valorizar o sentimento de satisfação do consumidor. Fica o meu conselho: da próxima vez, compre um hardware de verdade e pare com essas economias tolas. O barato sai caro.

Microsoft Wireless Mobile Mouse 6000
Custa R$ 169,00
Garantia de 3 anos
Tecnologia sem fio: Nanotransceptor USB 2,4 GHz
Site do produto: Microsoft Hardware

Preço Justo – porque o manifesto não deu certo

Antes de arrecadar um milhão de assinaturas virtuais, um dentre os poucos manifestos lançados no país, infelizmente, a campanha Preço Justo para a redução de impostos de importação de eletrônicos foi para o ralo.

Cinco meses atrás, convicto de que o foco da campanha era errado, já que por trabalhar na área, sou analista de importação, eu sabia que os impostos não eram sozinhos os vilões dos preços abusivos dos videogames e iPads.

Neste meu post que foi publicado no Papo de Homem fui extremamente criticado, por ser “do contra”, aquele que só reclama e não faz nada, de playboy (supuseram que eu tinha dinheiro pra comprar todos os jogos do mundo, quem me dera), de “petista” por defender o governo e seus impostos, sendo que eu afirmava categoricamente que os impostos para videogame eram abusivos pelo fato de serem taxados como jogos de azar e, por fim, de inocente por acreditar que o governo faz políticas para a defesa da sociedade com a manipulação de alíquotas tributárias.

Pois bem, só dando tempo ao tempo para que as coisas ficassem um pouco mais claras, tornando assim, as minhas ideias mais palpáveis.

Governo é realmente o único culpado? Vamos falar um pouco sobre cartel.

Felipe Neto atacou duramente o governo pelos altos impostos de importação ao videogame e se esqueceu do mais simples, quem determina o preço de compra somos nós: os consumidores. Como assim, Raphael? Eu explico.

Veja só, se a Sony determina que venderá o Playstation 3 por R$ 2.000,00 e ainda sim tem forte demanda, ou seja, pessoas continuam comprando, não há motivo para eles baixarem os preços correto? Ainda mais se o seu principal concorrente, a Microsoft, mantiver o preço do Xbox 360 por volta de R$ 2.000,00, como assim o fez,  logo não houve concorrência. Sem concorrência e com pessoas comprando, o preço ficou lá estagnado em R$ 2.000,o0 pra sempre.

Um principal reforço para o meu argumento de que os impostos de importação não eram os principais vilões veio no mês de julho, período de férias escolares, época propícia para venda de consoles, quando ocorreu uma guerra de preços entre Sony e Microsoft.

A Sony baixou o preço do PS3 “temporariamente” para R$ 1.600,00 para ajudar os seus fãs e consumidores queridos para aumentar as vendas e ganhar mercado. A Microsoft, que não é boba nem nada, também baixou o preço para R$ 1.600,00.

Num esforço quase que sobre-humano (mentira eles ainda tinham margem de lucro) para ganhar mercado de forma agressiva, a Sony baixa novamente o preço do console para incríveis R$ 1.400,00.

Pois bem, meus amigos e leitores deste humilde blog, vocês foram garfados em R$ 600,00 por anos e anos e reclamaram do governo, quando na verdade os culpados eram Sony e Microsoft.

Então vocês tiveram a sua primeira aula de cartel.

Qual é a parcela de culpa do governo nessa conta? Um pouco sobre as questões tributárias.

Na época o Felipe Neto disse que um PS3 lá fora custava USD 300,00. Esse é o preço de venda para uma pessoa. Quando a mercadoria chega na alfândega brasileira o valor é menor, porque o importador compra em lotes de grande quantidade. O preço de atacado é muito menor do que o preço de varejo.

Eu chuto que o preço de um PS3 importado pela importadora oficial, na alfândega brasileira, isto é, com custos de frete marítimo e seguro inclusos deva beirar os USD 150,00 por unidade.

Fazendo as contas:
USD 150,00 (preço suposto do PS3)
X      R$ 1,70  (taxa do dólar)
X     161,75% (soma de alíquotas de impostos de importação)
= R$ 667,46 (preço do PS3 na alfândega brasileira)

Isso é um chute. Não sei se custa realmente USD 150,00 a unidade, mas as contas estão aí.

Primeiro, 161,75% é a soma de todos os impostos de importação (II, IPI, PIS, COFINS, ICMS) de entrada já “calculados por dentro”. Sim, porque a tributação brasileira é uma lambança só: IPI é cobrado em cima de II. PIS e Cofins são cobrados em cima de II, ICMS e em cima deles mesmos. ICMS é cobrado em cima de todos os anteriores e pasmem, em cima dele mesmo também. Então eu fiz as contas pra simplificar e cheguei em 161, 75%.

Segundo, R$ 667,46 é o preço de custo do PS3 parado lá na alfândega. O importador tem uma porrada de coisas para pagar e levar o produto até o seu estoque. Tem armazenagem, tem taxas portuárias, taxas de utilização do sistema da Receita Federal (taxa Siscomex), frete rodoviário, seguradora, taxas de cambio, diferenças cambiais, despesas com despachante aduaneiro, impostos sobre a venda do produto, custos da própria importadora como salário, contas de luz e por aí vai…

Eu chuto que a Sony deve vender o PS3 para uma “Americanas e Submarino da vida” por R$ 1.100,00. Mas novamente isso é um chute.

Esses chutes, no fim, são só para exemplificar uma coisa: O que leva um PS3 sair da alfândega com um custo de R$ 700,00 e ir para o revendedor por R$ 1.100,00?  Meus caros, isso se chama “Custo Brasil”. Da mesma forma que existe cartel para formar preços de venda de videogame, existe para preços de armazenagem nos portos do país. O Brasil não tem ferrovias, tampouco hidrovias e utiliza rodovias (a mais cara das modalidades) para escoar as suas mercadorias. E tudo isso só pode ser mudado com políticas públicas e eu tenho a absoluta certeza de que isso não muda do dia pra noite.

E sim, essa diferença de R$ 400,00 é culpa sua por votar mal. Não adianta pedir para o Felipe Neto fazer outras manifestações pedindo hidrovias, maior concorrência portuária, eliminação da burocracia da Receita Federal se quem está no poder não quer nem saber se você existe.

Impostos de importação são bons! Acredite!

Por último eu queria falar sobre o porque dos impostos de importação serem bons em determinados casos. Esse é o caso que dá mais polêmica porque o brasileiro já está cansado de pagar tantos impostos e não ter retorno de nada.

No post do Papo de Homem eu disse e reiterei que os impostos para videogame eram exorbitantes, mas para iPad, iPhones e “ai ai ais” afins não. Por quê?

Videogame, como eu disse, é taxado pelo governo brasileiro como jogo de azar, como caça-níqueis e isso é injusto. Nisso sim, o pessoal da campanha Jogo Justo (campanha mais antiga, que não é do Felipe Neto) estão certos.

Mas veja, impostos de importação servem para  peneirar as importações. O governo analisa se um produto é bom para o país e verifica se a indústria nacional produz aquilo ou não.

Razões para o governo baixar os impostos de importação:

– O produto é essencial? Isto é, a maioria os cidadãos precisam deste produto?

iPad não é, então pararia aqui a questão da necessidade de baixar os impostos, mas vamos fingir que é essencial só por um momento, ok? 😉

– Se é essencial, existem indústrias nacionais que produzem esta mercadoria?

– Se é essencial e existem indústrias que produzem a mercadoria, essas indústrias seriam afetadas pela onda de importações?

Olha que interessante, o governo verifica se tem indústrias nacionais que produzem o produto. Se essa nova onda de importações as afeta diretamente ou não. Se não afetar ele baixa, se afetar ele regula o preço de entrada ajustando as alíquotas. E se mesmo assim afetar muito ele mantém as alíquotas altas.

Por que eu fui contra que baixassem os impostos de importação para iPads e afins (exceto videogame) ? Pelo simples motivo de que é mais cômodo importar o produto do que criar uma indústria, gerar empregos e movimentar a economia local. Dá muito mais trabalho abrir uma indústria aqui do que só comprar lá fora, não acha? Porém o retorno para o país é melhor.

Melhor do que dar dinheiro para EUA, Japão e China somente. E não venha falar que se baixasse os impostos, importaríamos mais e assim se arrecadaria mais. Esse sim é um pensamento inocente, pois o mais importante é gerar empregos e movimentar a economia local. Assim governo ganha, sociedade ganha, fabricantes ganham. Se você só importa, você exclue a sociedade da divisão de benefícios.

Se o governo tivesse aberto as pernas o mercado para a indústria de eletrônicos, as indústrias não viriam para o Brasil por ser cômodo só importar. Hoje temos fábricas que montam iPads, iPhones e Xboxs (cadê você, hein Sony?) em solo nacional. Entendeu agora Felipe Neto?

Só pra não dar brechas para mimimis, eu sei que impostos de importação podem ser ruins também, vide o caso do aumento de IPI de importação para carros importados. A Jax Motors, a Chery e outros fabricantes de carros asiáticos estão arrebentando no mercado brasileiro com os seus carros baratos e bem melhores que os nacionais. O governo aumentou o IPI numa clara ação de protecionismo, que beneficiou empresas que são principais patrocinadoras de, cof cof, campanhas eleitorais. Enquanto isso, freio ABS lá fora é item de série, aqui ainda é artigo de luxo meus caros.

Parafraseando o professor Pasquale Cipro Neto: é isso.

[update: atualizei os valores das contas porque saiu uma notícia dizendo que o PS3 custa USD 250,00. Claro sinal de que o pessoal tinha margem de lucro com folga pra reduzir o preço de venda. Isso me ajuda a chutar um valor mais “real”.]

[update 2: conta para iPad 64 Gb + 3G do Felipe Neto]:

USD 500,00 (preço suposto do iPad)
X      R$ 1,70  (taxa do dólar)
X      78,76% (soma de alíquotas de impostos de importação)
= R$ 1.519,46 (preço do iPad na alfândega brasileira)

Chuto que a Apple vendia para os revendedores entre R$ 1.900,00 e R$ 2.000,00, sendo que o preço final de venda era de R$ 2.400,00.

Lógico que tudo é chutômetro. Não tenho a menor ideia dos valores praticados para importação e revenda dos fornecedores citados. O intuito é só mostrar a parcela da conta do governo.

A melhor aula da minha vida

Professores têm uma tarefa digna e ao mesmo tempo ingrata por ser tão difícil durante a vida: transmitir conhecimento para o maior número de alunos, de diferentes níveis e com interesses diferentes. Para mim, uma coisa é certa: nossa visão arcaica, nos diz que se um aluno não aprendeu o conteúdo, a culpa é do professor.

Nem sempre é. Claro que existem professores desmotivados, que estão lá só para cumprir tabela, no entanto, entre os “momentos mais gratificantes do mundo” está aquele em que você tem matéria com um professor bom. Aquele que tem o dom de ensinar.

As referências mais óbvias, claro, são do cursinho. Didática, brincadeiras e muitas, muitas risadas. E o caminhar do tempo fui percebendo que todos os professores que tive, tiveram suas importâncias particulares durante o período do meu aprendizado.

Faltam palavras para agradecer a minha professora Cecília da 1a. série do Fundamental que me elogiava nas redações e ditados. Sua incansável tarefa de me ensinar palavras que tinham cedilha tem efeito até hoje.

Aliás, eu tenho um respeito enorme por professores do ensino fundamental. Mais do que matéria, eles nos ensinam carácter, por meio de exemplos e atitudes. O que me faz lembrar da professora Marta de matemática do Ensino Fundamental que ficou comigo durante uma prova bimestral, enquanto a abertura da Copa do Mundo de 1994 acontecia e todo o colégio estava assistindo, menos eu. Ela me ensinou que eu sabia a matéria, só estava nervoso.

O professor Alexi de história me ensinou as duras verdades da vida, o professor Kyoji de matemática me ensinou a perseguir os meu sonhos e não ligar para o que os outros diziam. Coincidência ou não, professores de matemática sempre me elogiaram e me suportaram ao longo do meu aprendizado.

Lembro também da professora Dóris de química, que mais do que química me ensinou muito sobre a vida e me deu carinho, não só a mim como toda a classe,   no melhor estilo mãezona.

Com a minha entrada na Poli eu tive a sorte de conhecer um dos melhores professores de Cálculo da história: o Elói. Ele e sua aula dos “1oo limites”, 100 exercícios de limites que salvaram da DP grande parte da classe.

Já no Mackenzie eu tive a sorte de ter o melhor professor de Economia que alguém poderia ter, o Oscar. Carisma, vontade de dar aula, o cuidado de decorar o nome de mais de 60 alunos por classe e o carinho de condensar a matéria em forma de ditado numa forma que todos aprendessem mexem comigo até hoje. Se um dia eu me tornar um professor, com certeza o estilo de dar aula será bem parecido com o dele.

Lista enorme e que com certeza faltarão nomes, mas a todos eles eu agradeço por ser a pessoa que sou hoje e por ter tido a sorte de tê-los como professores nestes momentos da minha vida.

Mas enfim, longos parágrafos e até agora não disse qual foi a melhor aula da minha vida. Pois bem, para seguir o senso comum: foi no cursinho!

Anglo Tamandaré, 2004 noturno, primeira aula de Física B.

Os monitores caminham pela sala do Anglo e um deles leva consigo um projetor. Outro estica o telão para a projeção e mais um testa o som do microfone. 10 minutos de atraso e nada do professor.

De repente, apagam a luz e fecham a porta. Sala no escuro, gritaria, gemidos de sacanagem da turma do fundão fazem o ambiente se tumultuar, quando num milésimo de instante a porta se abre e fecha rapidamente e um vulto entra pisando duro no tablado madeira ecoando o som dos passos.

Que diabos está acontecendo aqui!? – penso eu confuso pelo caos instalado.

Uma voz, que parece ser propagada pelos alto-falantes da sala diz:

– Hoje vocês irão testemunhar um dos maiores milagres do universo! Todos os segredos que envolvem esta maravilhosa dádiva dos céus: A LUZ! – e o projetor se liga num daqueles rompantes de coincidência orquestrada.

– Áudio 1, Áudio 2, Áudio 3 preparem-se! Vamos dar aos nossos alunos a melhor aula de ótica da vida deles. VAI!

– No princípio tudo era o CAOS. De repente, fez-se a LUZ! – a sala no escuro e somente o projetor ligado e quando o vulto que parece ser o professor, ao dizer LUZ, liga uma lanterna. Sim, uma lanterna dessas de pilha.

– A luz – prossegue o professor – se propaga em forma de feixe ou pincéis de luz – e começa a anotar na lousa os nomes dos feixes usando a lanterna como guia, e os CDFs mesmo no escuro começam a anotar. Ele percebe, aponta a lanterna para os CDFs como se fosse uma arma, os cegando, e grita:

– LARGUEM AS APOSTILAS! NÃO É PRA ANOTAR NADA! É para prestar a atenção! Vamos usar as apostilas apenas no final do mês quando dermos todas as aulas.

Como assim? Esse professor é louco? – pensei eu. Tem mais de dez aulas nessa apostila e esse louco que dar 10 aulas de uma só vez?

E ele deu. Foram semanas com aulas dadas no escuro e apenas a luz de uma lanterna e de um projetor para enxergamos o que havia na lousa. Fenômenos óticos eram reproduzidos ali mesmo, sob a luz de uma lanterna. Aquários, prismas, lasers, pó de giz e uma lanterna. Não conhecíamos o rosto do professor. Só conhecíamos sua potente voz e o seu nome Ricieri, que era escrito pelos monitores na lousa no início da noite.

Por semanas foram repetidos os mantras dos fenômenos e jargões óticos. E que quando a matéria parecia terminar, um dos Áudios (nome característico dos monitores do professor) errava o “timing” e numa dessas coincidências orquestradas “pelo destino”, digo, pelo professor, o conteúdo era novamente repassado.

– Não acredito, Áudio 3! Você só precisava apertar o botão do slide no momento certo! Só isso! Por sua culpa, teremos que começar tudo de novo! Do início, VAI! – e a classe bufava por ter que repetir tudo pela milésima vez com o professor.

– No princípio tudo era o CAOS, de repente fez-se a LUZ …

Obrigado Ricieri por tudo o que hoje eu sei de física e por ter me ajudado a entrar na Poli.

P.S.: Ricieri é professor do ITA e vinha de São José dos Campos para São Paulo todos os dias para dar aula para a turma do noturno do Anglo como forma de retribuição, pois foi lá que ele teve condições de entrar em Física na USP.

Fool us!

(O texto é longo e tem muitos vídeos, mas se for pra assistir um só, assista o último, ok?)

Quando pequenos, sonhamos em nos tornarmos diversos tipos de pessoas: jogadores de futebol, espiões secretos, pilotos de avião, super-heróis, mágicos… Não importa o que ou quem seremos, o intuito é um só: encantar as pessoas para sermos o centro das atenções. E nesse universo infantil onde podemos ser qualquer coisa, eu me deixei levar por um sonho: ser mágico!

E olha que eu tomei gosto por isso assistindo o Fantástico por volta de 1992, 1993. Lembro muito bem dessa época que para ver algo diferente de proporções hollywoodianas só assistindo pelo Fantástico mesmo. Show do Michael Jackson? Fantástico. Show da Madonna? Fantástico.

E foi num desses Fantásticos que eu me encantei pela magia ao assistir um show do David Copperfield.

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Claudia Schiffer não resistiu aos truques de Copperfield (piada fraca, trabalhamos)

David Copperfield–Voando

David Copperfield  voando feito Peter Pan!? WTF!? Eu fiquei feito um louco tentando descobrir como ele fez aquilo. Na minha cabeça era impossível continuar voando depois de passar pelos aros de metal e mesmo depois de ser trancafiado numa caixa de acrílico e o sem vergonha continuar voando!

O segundo motivo para aprender mágica rapidamente foi por causa desse truque aqui:

David Copperfield–Teletransporte

David Copperfield sempre foi um cara performático, do estilo que contrata belas assistentes de palco (e que loira, hein?), boas músicas (afinal está tocando Genesis – Mama) e excelente sincronia entre mágico e assistentes. O truque é simples, mas a beleza está na perfeita execução.

Eu sempre digo que boa mágica é aquela em que você não descobre na primeira vez. Você pode até achar a solução depois, mas se você foi enganado na primeira, o truque cumpriu bem o seu papel.

Com o passar do tempo e com a aquisição de TV a cabo, obtive a minha independência do Fantástico e fui procurar novos ares na Multishow. E lá eu descobri Penn & Teller.  Uma dupla americana apresentando um programa na Inglaterra com a proposta de revelar alguns truques e alguns elementos básicos da mágica como “forçar a carta”, distração e o preparo inicial que o mágico tem que fazer antes de iniciar um truque (detalhe, eles começaram muito antes do Mister M).

Penn & Teller–Copos e Bolas–Truque normal e depois revelado

Treinei esse truque dos copos e bolas como um alucinado e comecei a me apresentar para a minha família, (sempre a família que sofre) porém depois de algum tempo eu percebi que o fracasso era inevitável. Realmente não tinha nascido para aquilo.

Recentemente vi que a dupla Penn & Teller voltaram a fazer um novo programa de mágicas (chamado “Fool Us”), só que dessa vez num formato parecido com “Ídolos”. Mágicos vão para o programa para tentar enganar Penn & Teller com os seus truques. Se o desafiante não for pego na execução do seu truque ele terá direito de abrir o show de Penn & Teller em Las Vegas (chato, não?).

E aí nesse programa vem o maravilhoso John Archer, um mágico comediante e faz uma apresentação impagável!

John Archer–Fool Us–5 envelopes

Resultado? Fiquei horas e horas vendo e revendo o truque, tal qual uma criança tentando resolver o mistério! Hoje com a internet tudo fica mais fácil de se solucionar e acreditem ou não, nessas minhas andanças eu achei um fórum onde mágicos ajudam outros mágicos a criarem novos truques com dicas, movimentos, rotinas, etc. que  se chama The Magic Café! Nome bacana, hã?

Para quem é fã que nem eu, irá olhar o site por horas e horas e entender mais ainda o porque da mágica ainda encantar tantas e tantas pessoas até hoje.

P.S.: O autor deste post sabe como se faz todos os truques dos vídeos, mas se nega a explicar para não perder a magia da mágica! Smiley piscando


Aconselho a verem esse programa Fool Us do Penn & Teller! Quem gosta de mágica, com certeza não se arrependerá! Só procurar no Youtube por Penn Teller Fool Us. (ou cliquem no link)

“Preço justo” não faz sentido

Segue meu texto, publicado no Papo de Homem.


Jogar videogame no Brasil custa caro. Dói no bolso pagar R$ 100,00 num só jogo ou R$ 2.000,00 num console. Um pessoal que já estava cansado de pagar essa grana violenta foi em busca do real motivo do estupro de preços e acharam uma resposta: videogame tem o mesmo tratamento que os jogos de azar.

Isso mesmo! Aquele Xbox 360 que você tanto quer é encarado pela legislação brasileira da mesma maneira que uma máquina de jogos de boteco ou jackpot de bingo – todo tipo de máquina em que você perde dinheiro eternamente. Então criaram o movimento Jogo Justo, em busca de uma criação de lei que separe o joio do trigo e amenize os impostos taxados em cima dos gamers (jogos e aparelhos são taxados em 161,75% sobre os seus valores quando entram no Brasil).

Mais recentemente veio a campanha Preço Justo, promovida pelo Felipe Neto. A ideia é básica: por que não reduzir os impostos de importação para todos os produtos que queremos consumir do exterior?

A redução de impostos não é o melhor caminho

O movimento é bom, mas o foco está errado. A função do imposto importação é justamente evitar evasão de divisas. O que deve ser exigido do governo é incentivo para que as empresas estrangeiras criem fábricas no Brasil.

Comprar iPad e Xbox importados só gera dinheiro para a China e EUA. Por que não ajudar uma Foxconn a instalar uma fábrica de iPads aqui no nosso país e gerar empregos diretos e indiretos, ao invés de só recolher impostos de importação?

Pedir para baixar os impostos de importação é a mesma coisa que pedir aumento de mesada para comprar o que você quer.

Criar estruturas para que as empresas estrangeiras venham para o Brasil, dar suporte para as empresas nacionais e aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, esse é o caminho. Quer um exemplo? Coréia do Sul. Investiram em educação, P&D e em questão de décadas viraram exportadores de tecnologia. Por que aqui não pode ser igual? Por que só podemos exportar café, açúcar e minério de ferro?

Existe uma coisa que o governo faz e pouca gente sabe. Empresas podem solicitar ao governo uma redução de Imposto de Importação para comprar máquinas e equipamentos do exterior que não existem no mercado nacional. Isso se chama Ex-Tarifário.

Mas pera lá, você vai dizer. Como assim, o governo concede redução de impostos para os empresários, mas não reduz para gente comprar videogame?

Em primeiro lugar, o governo avalia o efeito multiplicativo que essa máquina produzirá. Veja só, o governo concede a redução do imposto na entrada, mas ele sabe que lá na frente ele vai receber em dobro ou triplo de impostos, pelo fato daquela máquina produzir mais e melhor.

Em segundo lugar, não pode existir similar nacional. Se alguém produz essa máquina aqui no Brasil, não há sentido em trazer lá de fora, correto? Percebeu a diferença? O governo dá a redução, mas quer algo em troca. Sem individualismos, sempre pensando na sociedade como um todo.

O que a gente tem que parar pra pensar é: qual é o retorno que o nosso país terá ao baixar os impostos de importação? E não baixar só porque eu quero um PS3.

Poderíamos, sim, fazer uma campanha de #votojusto pelo uso consciente do voto em políticos que mereçam a nossa confiança (em parceria com sites como o Vote na web e outros para votar melhor). Se fizéssemos isso, aposto que daqui uns dez anos essas e outras campanhas deixariam de existir.

Desvendando Google Wave

Antes de qualquer coisa, lembre-se de duas palavras: comunicação e colaboração, ok? Tudo o que eu “falar” neste post, você precisará ter essas duas palavras em mente, pois Google Wave está intrinsecamente ligado com estes dois conceitos: comunicação e colaboração.

Lars Rasmussen no vídeo de apresentação no Google Wave no “Google I/O” trouxe a seguinte pergunta a tona: 

“Se o e-mail fosse inventado hoje, como ele seria?”

Esse questionamento vem de uma análise interessante. O e-mail inventado há mais de 40 anos foi baseado nas correspondências (qual foi a última vez que você mandou uma carta mesmo?) e se pararmos para pensar, estamos usando um sistema obsoleto, pois:

  1. O e-mail já não é tão instantâneo assim. Estamos cercados de instant messengers como o MSN, Twitter, Skype. O que antes um minuto de espera era excelente, comparado as cartas normais de papel e selo, hoje alguns minutos duram “uma eternidade” entre o remetente e o destinatário. Quantas vezes nos pegamos no MSN confirmando o envio ou o recebimento de tal e-mail.
  2. “Enviou, já era”. Depois de enviar um e-mail, não é possível alterá-lo posteriormente. E quantas e quantas vezes, nós, depois de clicarmos no botão enviar, batemos a mão na testa e dizemos: “Putz! Tá errado ali!” Perceba que esta cópia ficará errada para sempre. Não dá pra ir até a caixa postal do seu amigo, apagá-la e enviar outra logo em seguida. E o pior de tudo? Enviar outro e-mail desta vez corrigido é mandar duas vezes um mesmo e-mail com o mesmo assunto.
  3. Muitas pausas. Colaborar num e-mail consiste em enviar, aguardar… Receber, responder… Enviar, aguardar… Receber, responder… Existem enormes lacunas de espera para tornar um projeto em realidade utilizando e-mail como ferramenta de trabalho. Os textos vão ficando enormes como bolas de neve e nos perdemos cada vez mais a cada reply (resposta) dado. “Humm… onde estava aquela informação mesmo?”

Então, resumindo temos três grandes problemas no conceito atual de e-mail:

  1. Não é instantâneo (comparado com MSN e Twitter);
  2. Não dá para alterar (no momento após o envio);
  3. Não é a ferramenta ideal para colaboração (muitas pausas entre o ato de enviar e receber).

A sacada do Google Wave é a de trazer o que há de melhor no mundo dos “instant messengers” que é a instantaneidade (dããã) e adaptá-los aos e-mails, trazendo de volta à tona a colaboração, já que curtos espaços de tempo, entre uma resposta e outra, melhoram muito mais o cenário da colaboração.

Por exemplo, os brainstormings, ou no bom português “toró de palpite”, só são realizados num curto espaço de tempo e sempre em grupos. Não existe brainstorming postal, muito menos individual. Nos e-mails atuais o intervalo de comunicação ainda é grande, no Google Wave, o intervalo é de um bate-papo. Conveniente para a produtividade, hã? 😉

A segunda grande sacada é manter um mesmo “e-mail”, ou no caso, um mesmo wave para todos os destinatários, assim todos tem uma mesma versão do contexto produzido, e se quiserem alterá-los, poderão fazê-los simultaneamente e a mesma versão será vista por todos. Será o fim das correntes de e-mail com suas longas e longas páginas de respostas e encaminhamentos.

As demais novidades são perfumarias, mas que elevam ainda mais o conceito que o Google quer tornar padrão. O conceito de “nuvem”, ao tornar o seu navegador de internet o seu melhor amigo, depois do cachorro, seja ele o Firefox, o Internet Explorer,  o Google Chrome, o Opera ou o Safari.

Quer falar algo no Twitter? Use o Google Wave. Quer mandar um mapa de onde você fará a sua festa? Use o Google Wave. Que postar uma novidade em tempo real no seu blog, ou fazer comentários nos blogs dos outros? Use o Google Wave.

E neste momento que você percebe que o plano do Google não é só elevar o patamar do que conhecemos como e-mail, e sim transformá-lo numa central de comunicações, unificando tudo o que você conhece como rede social, instant messengers e mídia em geral.

Como bônus track deste post eu vou colocar dois vídeos da Microsoft Office Labs, sobre como seria o nosso futuro daqui a 10 anos, ou seja, como seria 2019. Perceba que eles são recheados de interatividade, colaboratividade, instantaneidade e quem é geek de verdade ficará alucinado por um celular daqueles mostrado no vídeo.

O primeiro é um curtinho, contendo um resumo bem rapidinho de como seria.

 

O segundo é para quem tem mais paciência e é apaixonado por tecnologia como eu. Com mais de 7 minutos de duração.

Quem tiver mais curiosidade para saber com mais detalhes de como seria esse futuro proposto pela Microsoft é só procurar por “A glimpse ahead” no Youtube para achar uma porção de vídeos sobre como seriam afetadas as áreas da educação, da saúde e outras mais.

Afinal, o que eu quero mesmo?

As semanas estão cada vez mais duras. Diversas coisas na cabeça. Projetos abandonados, uma sensação de marasmo e de muita monotonia no ar. Definitivamente 2009 não foi um dos melhores anos da minha vida, porém não foi um dos piores também. O livro do David Allen “A arte de fazer acontecer” conseguiu ajeitar a minha desorganização e pouco a pouco estou voltando a ser a pessoa organizada que era.

Organização não significa só colocar os seus livros no lugar, ou separar quais e-mails respondidos dos não respondidos. Essa é a visão micro, a visão de “botar a casa em ordem”. Em larga escala, significa organizar a sua vida. Quem já não parou tudo o que estava fazendo e falou: “Preciso organizar a minha vida!” ?

Neste momento você surta e sai arrumando as coisas da casa, do trabalho, liga pra namorada e diz que vai fazer tal curso que a tanto tempo queria fazer, manda aquele seu amigo tomar naquele lugar por esquecer de fazer tal coisa “urgente” que você precisava tanto e que você nem lembrava mais, e finalmente, quando não há mais nada, nada mesmo para fazer, você simplesmente senta no sofá e diz: “E agora?”

E então um profundo vazio paira no ar.

Em minhas andanças pelo Google a fora, descobri um fórum, o GTD-br, um pessoal que debate as diversas maneiras de ser uma pessoa organizada seguindo a filosofia Getting Things Done e por lá  eu li uma mensagem que me chamou muito a atenção.

“Existe um exercício assim: Se você tivesse todo dinheiro e todo o tempo necessário, quais as 100 coisas que você faria para você? Não vale dizer que compraria uma casa para mãe, daria a viagem dos sonhos para o seu filho. Tem que ser para você. (Fórum do GTDbr escrito pelo participante do fórum Marcelo Andrade. O autor do livro é desconhecido)

Lá o Marcelo Andrade ainda cita que poucas pessoas chegam ou passam das 100, e que essa sensação de frustração é parecida com o que o David Allen cita em seu livro. Poucas pessoas conseguem enumerar os seus projetos de vida e quando o fazem percebem que são poucos.

No próprio “A Arte de Fazer…” há uma passagem onde Allen cita que nossos projetos de vida são nivelados como altitudes de voo:

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  • 50 mil pés ou mais: Vida
  • 40 mil pés: Visões para três a cinco anos
  • 30 mil pés: Metas para um a dois anos
  • 20 mil pés: Áreas de responsabilidade
  • 10 mil pés: Projetos atuais
  • Decolagem: Ações atuais

E nesse contexto ele vai destrinchando a importância de se auto avaliar constantemente e verificar se o que você está fazendo neste momento está de acordo com os seus planos de vida. Melhor ainda, verificar se os seus planos de vida são exatamente o que você queria. No livro, ele começa a organizar os planos de “baixo pra cima”. Em primeiro lugar suas ações atuais até chegar no nível mais alto, suas morais. Porém ele mesmo cita que o ideal era o contrário, já que as suas morais e os seus ideais devem vir em primeiro lugar.

Concordo, de fato é mais fácil botar a ordem na casa fazendo a “arrumação” de baixo para cima mesmo. (Palavra de quem está vivendo na pele!)

Digo isto, porque foi neste momento da passagem do livro que eu cai na realidade de que há um bom tempo eu deixei de fazer planos. Havia tocado a faculdade, porém esqueci completamente do planejamento e por isso me perdi no caminho.

Resolvi fazer a terrível pergunta que não se deve fazer a alguém despreparado neste momento: “Afinal, o que eu quero mesmo?”

thomas_crown_affair  “Eu estou olhando o meu ‘monte de feno’, mas o que eu quero mesmo é o Monet…”

Muitas pessoas não conseguem responder esta pergunta por deixarem de fazer planos. Vivem a vida no modo automático. Existem duas respostas para isso: desilusão com o momento atual ou estagnação com o conforto momentâneo.

A verdade é essa mesma: estagnamos ou porque estamos cansados de lutar, ou porque não há motivos que nos empurrem a buscar algo a mais, já que estamos acomodados.

Comece hoje mesmo a arrumar aquela sua lista de tarefas a fazer e no decorrer do tempo refaça planos de curto, médio e longo prazos. Organização não serve só para ser produtivo no trabalho, e sim produtivo na sua vida, afinal temos uma só oportunidade de aproveitá-la, certo?

P.S.: Imagens de Thomas Crown: A Arte do Crime, um cara que tinha tempo e dinheiro, mas não estava satisfeito com uma coisa: aventura.

P.S.2: Com o passar do tempo eu explico melhor como funciona essa filosofia do GTD da “mente limpa como água” para uma melhor produtividade.