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Sobre a brevidade da vida – Sêneca

Aproximadamente 2 anos se passaram desde que a compra desse livro até a leitura. Não sei porque eu tenho a mania de comprar livros e não conseguir lê-los, mas eu me lembro que eu comprei esse livro do Sêneca quando havia uma promoção relâmpago da Submarino de R$ 10,00 cada livro. Lembro também que eu comprei 11 livros numa tacada só.

Como se fosse um desses presentes que o “eu do passado” dá ao “eu do futuro”, eu consegui acertar o timing da leitura e esse livro me impactou profundamente. Se você tiver um tempo, leia-o. Vale a pena.

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Sobre a obra

Sêneca em uma carta direcionada a Paulínio (talvez sogro de Sêneca), fala sobre a brevidade da vida de uma maneira bem simples, sem muito apelo a termos complexos da filosofia.

O que mais fascina, da obra, é como os temas tratados são tão atuais, tendo em vista que a carta foi escrita logo no primeiro século depois de Cristo e estamos em pleno século XXI e as ideias permanecem atuais.

Ideias

Sêneca explica que o tempo de vida que a natureza nos dá é pequeno se comparado com outros animais, já que conseguimos ver no máximo 3 ou 4 gerações da nossa família.

Ao mesmo tempo ele cita o nosso tempo de vida é enorme, e a sensação de brevidade se deve ao fato de fazermos mau uso dele, tal como uma pessoa que herda uma grande riqueza e por ser uma má administradora de recursos gasta-a de forma inapropriada.

Uma outra ideia fascinante que me chamou muito a atenção foi a de que contamos nossa idade por anos de existência e não anos de vida. Pouco vivemos nesse período entre o nascimento e o dia atual, pois se descontarmos o tempo que ficamos doentes, resolvemos problemas alheios ou insignificantes, o tempo gasto no trabalho, enfim tudo aquilo que não foi dedicado 100% a felicidade, ao aproveitamento pessoal, foi perdido.

E de que nada adianta se privar da vida agora e adiar a alegria para o futuro, quando não temos mais a mesma força e aproveitamento de quando éramos mais jovens.

Sêneca dá uma aula do porque gastamos um bem tão precioso que é o tempo de vida com pormenores, que trocamos uma vida cheia de possibilidades por uma existência nula e fracassada.

Leitura mais do que recomendada.

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Carnaval, carnaval, carnaval… fico tão triste quando chega o carnaval

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Já dizia Luiz Melodia. A letra da música fala sobre a Maria que morreu no terceiro dia de carnaval. Eu, ao contrário, fico triste só pelo fato de chegar o carnaval. Época em que o meu saco enche de tanta folia… Uns utilizam o carnaval é pra esvaziar o saco e não enchê-lo como eu faço. Fazer o quê? Agora o que me deixa nervoso é isso que eu encontrei na globo.com:

Bloco ‘Maria Gasolina’ anima público em São Luís do Paraitinga (Globo.com)

Até o título, tudo bem, sem grandes conseqüencias ao meu humor, mas logo a seguir a declaração que acabou com o meu dia:

"Eu sou maria-gasolina. Gosto de uma Mercedes zero quilômetro", admitiu a jovem, que puxava suas amigas ao som de um apito. Exigente, ela diz que o dono do carro também deve ter suas qualidades. "Tem que ser bonito, rico e baladeiro".

Definitivamente fiquei de mau humor.

Considerações a fazer: 1. Ainda bem que eu prefiro Porsche. 2. Quando uma Mercedes cruzar por São Luís da Paraitinga (e se cruzar), nunca que uma coisa bonita dessa (a safada de apito) será “abordada”. Pronto, voltei ao meu bom humor novamente.

Big Bang – O início da vida

Muitos dias se passaram depois que “registrei” esse domínio no WordPress. A preguiça de escrever aliada a falta de tempo me impediam de construir esse blog. Quando começa assim, é melhor nem começar, então. Mas, de repente, tudo muda, a disposição melhora e a vontade de escrever te move. Escrever, aliás, é o que eu tenho feito há muito tempo. E para quem é de exatas, esse muito significa MUITO. Muito MESMO! Agora só faltava transbordar essa vontade de escrever em papel para esse mundão sem porteira chamado internet(® Marcelo Tas).

Então vamo simbora!