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Sobre cafés e comediantes

Jerry Seinfeld se lançou em uma nova empreitada com a missão de fazer um show sobre “o nada”. “O nada” é aquilo que você fala numa mesa de bar, numa conversa informal com os amigos e é justamente uma das coisas que mais me entretém.

O programa se chama “Comedians in Cars Getting Coffee” (Comediantes em Carros Tomando Café) e eu posso afirmar que é sensacional. No programa de estréia ele se encontra com Larry David, co-autor do seriado Seinfeld.

Antes de tudo, Jerry apresenta o “carro do dia” um fusquinha modelo 1952 de cor azure (meio caminho entre ciano e azul), todo cheio de peculiaridades: cinto de segurança é abdominal, aqueles que só tem dois pontos. Para dar seta se levanta uma alavanca laranja que faz com que o fusquinha tenha uma espécie de “asa”.

Ele passa para pegar o seu amigo Larry no trabalho e a conversa já fica engraçada antes de entrarem no carro, afinal a conversa sobre “o nada” já começa logo quando encontramos os nossos amigos.

No café, Jerry pede um café e Larry pede um chá de ervas. Claro que Jerry o sacaneia por conta disso. Larry conta no vídeo que um dos motivos de sua ex-esposa o deixar é porque ele parou de tomar café.

-Olha, estou tomando algo. Você não sabe o que é. –  disse Larry.
-Que bom. – Jerry disse sarcasticamente.
-Se tivesse chá no lugar de café, uma pessoa deveria se sentir incomodada pelo fato de não ser café?
-Desculpe-me se você não gostar do que eu vou dizer agora, mas eu acho que a sua ex-mulher tinha um pouquinho de razão.
-Sério!?
-Sim!
-Ela com razão? Olha, (segurando o copo de chá) eu posso ter uma conversa normal da mesma forma que se tivesse café no lugar. Qual é a diferença?
-Você quer saber a diferença?
-Sim, eu quero!
-Nós vamos para uma sorveteria. Eu peço uma casquinha e você pede uma salada! Essa é a diferença! E você fala: “olha, eu estou comendo e você está comendo”. (A diferença) é o clima! Quem pode dizer de onde vem o clima? Clima é uma coisa que apenas está lá e a única maneira de dizer que está lá é sentindo-o. Você está me dando um argumento científico que eu não consigo rebater.
Nesse momento Larry explode de dar risada.

Pra mim esse é “o nada”.

Os diálogos são intercalados com cenas de preparo do café, de uma maneira tal, que se você não tomou café ainda, com certeza ficará com vontade de tomar, pois elas lembram muito o estilo “food porn”, à la Nigella Lawson.

Acredite em mim: você ficará com vontade de tomar café.

A trilha de fundo é meio “jazzy” e pra mim fez com que a combinação ficasse perfeita: carros, amigos, café, jazz e uma conversa despretenciosa.

Os próximos convidados prometem histórias muito boas: Alec Baldwin, Rick Gervais, o Kramer (Michael Richards), se tiver uma oportunidade assista!

Comedians in Cars Getting Coffee
http://comediansincarsgettingcoffee.com/
(em qualidade ótima de vídeo, mas sem legendas)

http://www.crackle.com.br/c/Comediantes_em_carros_tomando_café
(em qualidade não tão boa, mas com legendas em português)

Vídeo promocional da série:

Vídeo promocional – Versão longa

Abaixo, o primeiro episódio da série.

Comedians in Cars Getting Coffee – Primeiro Episódio

P.S.: Um recurso que os comediantes se valem para agradar a platéia é o da repetição. É curioso e engraçado ver dois comediantes se aproveitando disto pra um provocar o outro. (piada do “5 years ago” do primeiro episódio)

P.P.S.: O título foi uma homenagem ao fantástico filme “Coffees and Cigarettes” (no Brasil: Sobre cafés e cigarros), que tem o mesmo tema: uma conversa despretenciosa num café, tomando café. Destaque para a cena do Bill Murray como garçom viciado em café!

Sobre cafés e cigarros, filme de Jim Jarmusch
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Concert

Little man with his eyes on fire
and his smile so bright.
In his hands is the ticket he bought
to fill his heart with delight.

And in the stage stands a great guitarist
holding up a guitar.
What you see and what you will hear
will last you for the rest of your life.

And it’s sad, so sad,
there ain’t no easy way round.
And it’s sad, so sad,
all you friends gather round
‘cause the concert left town.

Pra ouvir escutando isso:

Circus – Eric Clapton

Obrigado pelo melhor show da minha vida, Mestre Clapton!

Fool us!

(O texto é longo e tem muitos vídeos, mas se for pra assistir um só, assista o último, ok?)

Quando pequenos, sonhamos em nos tornarmos diversos tipos de pessoas: jogadores de futebol, espiões secretos, pilotos de avião, super-heróis, mágicos… Não importa o que ou quem seremos, o intuito é um só: encantar as pessoas para sermos o centro das atenções. E nesse universo infantil onde podemos ser qualquer coisa, eu me deixei levar por um sonho: ser mágico!

E olha que eu tomei gosto por isso assistindo o Fantástico por volta de 1992, 1993. Lembro muito bem dessa época que para ver algo diferente de proporções hollywoodianas só assistindo pelo Fantástico mesmo. Show do Michael Jackson? Fantástico. Show da Madonna? Fantástico.

E foi num desses Fantásticos que eu me encantei pela magia ao assistir um show do David Copperfield.

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Claudia Schiffer não resistiu aos truques de Copperfield (piada fraca, trabalhamos)

David Copperfield–Voando

David Copperfield  voando feito Peter Pan!? WTF!? Eu fiquei feito um louco tentando descobrir como ele fez aquilo. Na minha cabeça era impossível continuar voando depois de passar pelos aros de metal e mesmo depois de ser trancafiado numa caixa de acrílico e o sem vergonha continuar voando!

O segundo motivo para aprender mágica rapidamente foi por causa desse truque aqui:

David Copperfield–Teletransporte

David Copperfield sempre foi um cara performático, do estilo que contrata belas assistentes de palco (e que loira, hein?), boas músicas (afinal está tocando Genesis – Mama) e excelente sincronia entre mágico e assistentes. O truque é simples, mas a beleza está na perfeita execução.

Eu sempre digo que boa mágica é aquela em que você não descobre na primeira vez. Você pode até achar a solução depois, mas se você foi enganado na primeira, o truque cumpriu bem o seu papel.

Com o passar do tempo e com a aquisição de TV a cabo, obtive a minha independência do Fantástico e fui procurar novos ares na Multishow. E lá eu descobri Penn & Teller.  Uma dupla americana apresentando um programa na Inglaterra com a proposta de revelar alguns truques e alguns elementos básicos da mágica como “forçar a carta”, distração e o preparo inicial que o mágico tem que fazer antes de iniciar um truque (detalhe, eles começaram muito antes do Mister M).

Penn & Teller–Copos e Bolas–Truque normal e depois revelado

Treinei esse truque dos copos e bolas como um alucinado e comecei a me apresentar para a minha família, (sempre a família que sofre) porém depois de algum tempo eu percebi que o fracasso era inevitável. Realmente não tinha nascido para aquilo.

Recentemente vi que a dupla Penn & Teller voltaram a fazer um novo programa de mágicas (chamado “Fool Us”), só que dessa vez num formato parecido com “Ídolos”. Mágicos vão para o programa para tentar enganar Penn & Teller com os seus truques. Se o desafiante não for pego na execução do seu truque ele terá direito de abrir o show de Penn & Teller em Las Vegas (chato, não?).

E aí nesse programa vem o maravilhoso John Archer, um mágico comediante e faz uma apresentação impagável!

John Archer–Fool Us–5 envelopes

Resultado? Fiquei horas e horas vendo e revendo o truque, tal qual uma criança tentando resolver o mistério! Hoje com a internet tudo fica mais fácil de se solucionar e acreditem ou não, nessas minhas andanças eu achei um fórum onde mágicos ajudam outros mágicos a criarem novos truques com dicas, movimentos, rotinas, etc. que  se chama The Magic Café! Nome bacana, hã?

Para quem é fã que nem eu, irá olhar o site por horas e horas e entender mais ainda o porque da mágica ainda encantar tantas e tantas pessoas até hoje.

P.S.: O autor deste post sabe como se faz todos os truques dos vídeos, mas se nega a explicar para não perder a magia da mágica! Smiley piscando


Aconselho a verem esse programa Fool Us do Penn & Teller! Quem gosta de mágica, com certeza não se arrependerá! Só procurar no Youtube por Penn Teller Fool Us. (ou cliquem no link)

Hey mambo! Mambo italiano!

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Comercial bom é aquele que impregna na mente e fica lá por um bom tempo. Mas não vale grudar na sua mente com uma música do tipo “Você não vale nada, mas eu gosto de você” ou com frases idiotas como “Tomou? Passou!”. Uma boa propaganda tem que ter e ser algo com qualidade, com produção, com objetivo e com uma música de fundo bem legal.

Falo tudo isso porque esse comercial da Visa que está passando na TV ficou sensacional justamente por ter tudo isso! O comercial é de um pizzaiolo malabarista (o campeão americano Juan Hermosillo) fazendo as manobras mais fantásticas pra entreter os clientes. Com a música do “Mambo Italiano” cantada pelo Renato Carosone o clima da propaganda ficou melhor ainda já que é bem divertida. Faz semanas que eu não consigo parar de cantar – Hey mambo! Mambo italiano! – de tão bom que ficou! Parece que combinou a pizza “dançante” ao som de mambo!

Na incrível e pegadora voz do Antônio Fagundes, a versão brasileira tem o seguinte texto: “Que tal pedir bordas recheadas de pura mágica? Mais pessoas vão curtir cada pedaço com Visa."

 

Qual o resultado? Toda vez que eu vejo o comercial me dá uma baita fome, começo a cantar Mambo Italiano e tenho vontade de começar a arremessar coisas no ar. Gostei muito da propaganda, nota dez! Apesar de acreditar que não conseguiria comer nenhuma pizza desse cara. Já pensou na quantidade de pêlos que deve conter uma pizza dele?

Deveriam mudar o slogan para: “Que tal bordas recheadas de puro pelinho de braço? Mais pessoas vão curtir cada pedaço com Visa” Brincadeiras a parte, ainda sim é legal de ver!

Abaixo segue a versão em inglês do comercial, que tem algumas cenas diferentes com slow e fast motion alternados. Achei bem mais dinâmico que a versão brasileira, mas perde em detalhes por ser bem mais rápido.

“When was the last time you got dinner and a show? Visa Debit is easier than cash and checks. More people go ‘mangiare’ with Visa”.

E por fim, encerro com a trilha sonora do comercial, o “Mambo Italiano” de Renato Carosone:

 

A minha parte favorita da música é:

Hey, Mambo! Mambo Italiano!
Hey, Mambo! Mambo Italiano!
Go, go, go you mixed up Siciliano
All you Calebrese-a do the mambo like a crazy with a
Hey mambo, don’t wanna tarantella
Hey mambo, no more a mozzerella
Hey mambo! Mambo italiano!

Ainda falta muito pra pizzaria abrir hoje?

House is in the “heezy”!

Copyright FOX
Todas as imagens são do episódio “Broken”/Direitos da Fox

Depois de assistir a première de House eu me senti compelido a escrever sobre as minhas expectativas e sobre o que eu achei da estréia em si. Então aí vai!

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Depois de 5 temporadas a série House M.D. sofre uma repaginada na trama com a temática: “O que acontece quando o médico se torna paciente?”. No final da temporada passada Dr. Gregory House se interna em uma clínica psiquiátrica para se curar da dependência e das alucinações causadas pelo Vicodin.

Mudanças na trama sempre são bem vindas, e neste caso confesso que fiquei com receio pois foi uma mudança ao avesso. Não há mais clínica, não há mais doenças para curar, neste primeiro episódio de “duas horas e um minuto” (líquido, dá uma hora e meia). Enfim, não temos mais os personagens habituais. É só House e o mundo, o mundo e House.

Além da longa duração, a première “Broken” em seus primeiros minutos dá o tom de que é especial. Não tocam a abertura com o Massive Atack, Teardrop. Os créditos de abertura “rolam” com a triste “No Surprises” do Radiohead (Radiohead sempre é triste) e House sofrendo com a desintoxicação de Vicodin. Mais poético sonoramente e visualmente impossível.

Fim dos créditos, fim da desintoxicação e logo em seguida começa a verdadeira reabilitação de House, que é a que realmente interessa: a psicológica.

O que me deixava frustrado nas temporadas passadas é que tínhamos só migalhas do que era o “ser humano” House e apesar de ser muito engraçado vê-lo, em certos momentos, aplicar o “sarcasmo de destruição em massa”, sempre tive a curiosidade de conhecer um personagem tão fascinante por dentro. E é nesse “rehab” que conhecemos o House por dentro durante este período de uma hora e meia.

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A prèmiere é cercada de ótimas atuações e ótimos personagens para desvendar o ser humano House, como por exemplo Lin-Manuel Miranda interpretando Alvie. Sensacional atuação! Muito carismático como o roommate e parceiro das tramas de House para ajudar o médico a sair do manicômio sem precisar terminar o tratamento. Os dois juntos me lembram o filme “A Vida é Bela” com o Roberto Benigni não sei porquê. Talvez seja pelas brincadeiras entre os dois num mundo totalmente fora da “realidade”.

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Andre Braugher como o respeitado Dr. Nolan é o médico que tem bolas para desafiar House. Ótima atuação. É interessante notar que os roteiristas frequentemente falam, através da boca de Nolan, verdadeiras lições de vida como:

Nolan: Por que você valoriza seus fracassos mais do que seus sucessos?
House: Minha mãe me pegou me masturbando… olhando para fotos da mãe dela.
Nolan: Podemos pular os desvios de assunto engraçadinhos?
House: Sucessos somente duram até alguém estragar tudo. Fracasso dura para sempre.
Nolan: Então aceite isto. Aceite que não há nada a fazer.
House: OK. Eu aceito o fato de que eu não posso fazer nada em relação a isto. Agora, o que eu posso fazer?
Nolan: Você reconhece o fracasso e passa por cima disto. Peça desculpas.
House: Uau! Coisas poderosas, essas desculpas. Você faz alguém pular de um prédio, diz duas palavras e segue em frente. Parece meio injusto.
Nolan: É este o problema? Você o machucou e se o mundo é justo você tem que sofrer do mesmo modo? Você não é Deus, House. É outro ser humano “ferrado” que precisa seguir em frente. Peça desculpas a ele. Permita-se sentir-se melhor. Assim você pode aprender  a permitir-se continuar se sentindo melhor.

Não tem um segundo em que não me identifico nestas e em outras passagens.

Outros papéis como a de Lydia interpretado por Franka Potente (passa lá em casa Franka!) são bons, mas pelo jeito Hugh Laurie vai levar mais um Emmy pra casa tamanha é a dedicação ao trabalho.

Copyright FOX

Em resumo, David Shore acertou em afastar os personagens e deixar House sozinho. Foi uma boa ideia para um prólogo desta 6ª temporada. A série só tem a ganhar com esse novo fôlego, afinal conhecer como House age é uma coisa, mas conhecer quem de fato é Gregory House tornou a série mais interessante.

Sofrimento, mágoas, tristeza e no fundo um desejo: tornar-se alguém melhor. E melhor desejo que esse, acredite, não há.

P.S.: Aqui tem um review um milhão de vezes melhor do que eu fiz.

P.P.S.: Como vocês sabem o bom gosto musical do pessoal que monta a série é fantástico. A música que toca no final do episódio Broken é “Seven day mile” dos The Frames. É simplesmente maravilhosa!

P.P.P.S: Eu sei que algumas vezes forçam a barra no enredo, mas isso é um seriado. É ficção. Não precisa ficar preso a detalhes. Outro dia eu falo dos erros, hoje estou de bom humor!

Jazz Sinfônica

A Jazz Sinfônica é uma orquestra… humm, primeiro assista este vídeo, por gentileza.

[blip.tv ?posts_id=2108505&dest=-1]

Com esse vídeo eu acho que dá pra captar um pouquinho a essência da Orquestra Jazz Sinfônica, não é? Em resumo é isso, música erudita mesclado com jazz e pelo fato da orquestra ser brasileira também há espaço para o MPB. Um popular com erudito. Melhor ainda: um “erudito moderno” nas palavras do Maestro João Maurício Galindo.

O que há sensacional é o resultado que sai desta mistura. Um som que traz algo de inigualável no mundo, pelos arranjos, pelo fato de ser uma orquestra ao fundo com um convidado especial no primeiro plano e pela variedade artística dos convidados que participam no programa da orquestra.

Eu estive no espetáculo deste vídeo! Confesso que a princípio fui só pela Regina Carter, sou fã de carteirinha dela. Conheci a Regina Carter numa das minhas passagens aleatórias na Livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera, depois de voltar do colégio e escutei Pavane do álbum Paganini: After a Dream. Namorei aquele CD importado durante meses até ter dinheiro suficiente pra comprar e olha que foi um dinheiro muito bem gasto.

Tempos depois, num ensolarado dia qualquer, correndo no parque eu vejo o anúncio do espetáculo dela. Iria ser no Auditório do Ibirapuera e eu fui, lógico! Já que a oportunidade de vê-la de novo no Brasil é de uma em um milhão e lá por sorte eu conheci a Jazz Sinfônica por tabela.

Foi uma experiência sonora fantástica, fiquei de boca aberta ao ver aquela mulher tocar, a harmonia da orquestra com a banda… Eu me lembro do Maestro João Galindo falar que é dificílimo sincronizar uma orquestra inteirinha com uma banda de jazz justamente pela improvisação da última, mas a orquestra “manda bem”!

Já fui em três espetáculos da Jazz Sinfônica: Regina Carter, NY Jazz Composers Collective e na abertura da programação deste ano com o César Camargo Mariano (esse foi foda!). Recomendo a todos que moram em São Paulo, inclusive para aqueles que derem uma passadinha rápida por aqui.

Vídeo do NY Jazz Composers Collective:

[blip.tv ?posts_id=2108519&dest=-1]

Orquestra Jazz Sinfônica
Onde: Auditório do Ibirapuera
Quando: Sextas e sábados 21 horas. Para saber as datas e convidados consulte a programação no site da Jazz Sinfônica, no site do Auditório do Ibirapuera, ou então no site da Ticketmaster.
Quanto: O ingresso é barato, a inteira custa R$ 30,00.

Correndo Atrás

correndoatrás

Mário Guilherme talvez seja um cara comum. Tem 38 anos, trabalha muito, dorme pouco e não se exercita. O resultado disso é que ele tem vivido mal. Para contornar isso ele se propôs um objetivo: correr 10 km no final do ano e para isso terá que perder 30 kg para poder se condicionar fisicamente.

Pela criatividade do vídeo deu pra perceber que Mário não é um cara comum. Ele é sim um cara especial e com esse humor e essa criatividade ele vai tocando o blog Correndo Atrás, que conta o dia-a-dia de alguém que está correndo atrás da saúde. De alguém que está saindo do sedentarismo e caminha para uma vida mais saudável, e acredite, começar do zero é muito mais difícil do que alguém que já se exercita. Como dizem, o primeiro passo é sempre o mais difícil, porém “uma longa jornada começa sempre com o primeiro passo”. (Lao-Tsé)

No Correndo Atrás, o Mário conta como ele escolheu a sua academia e como encontrou suas personal-trainer e nutricionista. Semanalmente ele faz um comparativo do seu peso atual com o inicial, entre um pensamento de gordinho e outro (já que comparações com comidas são inevitáveis), além de demonstrar a evolução dos treinamentos com planilhas e vídeos.

Não perca os vídeos em que ele está enfrentando o poderoso “Smith”, no início dos treinamentos e depois que se acostuma. A evolução é fantástica. E quando ele finalmente percebe que exercícios com aquela bola de plástico não são só para “mulherzinhas”.

Super didático por contar o passo-a-passo de quem está enfrentando esta “pedreira”, e tão cativante por ser tão humano e transparente que não me admirou que em tão curto espaço de tempo, o seu blog ganhou espaço no Bom Dia Brasil e que agora vão contar para o Brasil inteiro como está sua evolução nos treinamentos. Inspiração para quem assiste levantar da poltrona, força para quem de fato está no “batente”.

E você tá esperando o quê para entrar no blog dele e começar a ter uma vida mais saudável?

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Sou suspeito para falar do Mário Guilherme porque sou “fã-zasso” dele desde a criação do site Bola nas Costas, “um blog de quem acredita que futebol não é uma coisa séria”, até do ex-blog pessoal dele O Rei está nu, onde você percebe claramente o talento dele para a escrita. Ele atualmente é infografista do site Globoesporte.com. Força Mário!!!