Desvendando Google Wave

Antes de qualquer coisa, lembre-se de duas palavras: comunicação e colaboração, ok? Tudo o que eu “falar” neste post, você precisará ter essas duas palavras em mente, pois Google Wave está intrinsecamente ligado com estes dois conceitos: comunicação e colaboração.

Lars Rasmussen no vídeo de apresentação no Google Wave no “Google I/O” trouxe a seguinte pergunta a tona: 

“Se o e-mail fosse inventado hoje, como ele seria?”

Esse questionamento vem de uma análise interessante. O e-mail inventado há mais de 40 anos foi baseado nas correspondências (qual foi a última vez que você mandou uma carta mesmo?) e se pararmos para pensar, estamos usando um sistema obsoleto, pois:

  1. O e-mail já não é tão instantâneo assim. Estamos cercados de instant messengers como o MSN, Twitter, Skype. O que antes um minuto de espera era excelente, comparado as cartas normais de papel e selo, hoje alguns minutos duram “uma eternidade” entre o remetente e o destinatário. Quantas vezes nos pegamos no MSN confirmando o envio ou o recebimento de tal e-mail.
  2. “Enviou, já era”. Depois de enviar um e-mail, não é possível alterá-lo posteriormente. E quantas e quantas vezes, nós, depois de clicarmos no botão enviar, batemos a mão na testa e dizemos: “Putz! Tá errado ali!” Perceba que esta cópia ficará errada para sempre. Não dá pra ir até a caixa postal do seu amigo, apagá-la e enviar outra logo em seguida. E o pior de tudo? Enviar outro e-mail desta vez corrigido é mandar duas vezes um mesmo e-mail com o mesmo assunto.
  3. Muitas pausas. Colaborar num e-mail consiste em enviar, aguardar… Receber, responder… Enviar, aguardar… Receber, responder… Existem enormes lacunas de espera para tornar um projeto em realidade utilizando e-mail como ferramenta de trabalho. Os textos vão ficando enormes como bolas de neve e nos perdemos cada vez mais a cada reply (resposta) dado. “Humm… onde estava aquela informação mesmo?”

Então, resumindo temos três grandes problemas no conceito atual de e-mail:

  1. Não é instantâneo (comparado com MSN e Twitter);
  2. Não dá para alterar (no momento após o envio);
  3. Não é a ferramenta ideal para colaboração (muitas pausas entre o ato de enviar e receber).

A sacada do Google Wave é a de trazer o que há de melhor no mundo dos “instant messengers” que é a instantaneidade (dããã) e adaptá-los aos e-mails, trazendo de volta à tona a colaboração, já que curtos espaços de tempo, entre uma resposta e outra, melhoram muito mais o cenário da colaboração.

Por exemplo, os brainstormings, ou no bom português “toró de palpite”, só são realizados num curto espaço de tempo e sempre em grupos. Não existe brainstorming postal, muito menos individual. Nos e-mails atuais o intervalo de comunicação ainda é grande, no Google Wave, o intervalo é de um bate-papo. Conveniente para a produtividade, hã? 😉

A segunda grande sacada é manter um mesmo “e-mail”, ou no caso, um mesmo wave para todos os destinatários, assim todos tem uma mesma versão do contexto produzido, e se quiserem alterá-los, poderão fazê-los simultaneamente e a mesma versão será vista por todos. Será o fim das correntes de e-mail com suas longas e longas páginas de respostas e encaminhamentos.

As demais novidades são perfumarias, mas que elevam ainda mais o conceito que o Google quer tornar padrão. O conceito de “nuvem”, ao tornar o seu navegador de internet o seu melhor amigo, depois do cachorro, seja ele o Firefox, o Internet Explorer,  o Google Chrome, o Opera ou o Safari.

Quer falar algo no Twitter? Use o Google Wave. Quer mandar um mapa de onde você fará a sua festa? Use o Google Wave. Que postar uma novidade em tempo real no seu blog, ou fazer comentários nos blogs dos outros? Use o Google Wave.

E neste momento que você percebe que o plano do Google não é só elevar o patamar do que conhecemos como e-mail, e sim transformá-lo numa central de comunicações, unificando tudo o que você conhece como rede social, instant messengers e mídia em geral.

Como bônus track deste post eu vou colocar dois vídeos da Microsoft Office Labs, sobre como seria o nosso futuro daqui a 10 anos, ou seja, como seria 2019. Perceba que eles são recheados de interatividade, colaboratividade, instantaneidade e quem é geek de verdade ficará alucinado por um celular daqueles mostrado no vídeo.

O primeiro é um curtinho, contendo um resumo bem rapidinho de como seria.

 

O segundo é para quem tem mais paciência e é apaixonado por tecnologia como eu. Com mais de 7 minutos de duração.

Quem tiver mais curiosidade para saber com mais detalhes de como seria esse futuro proposto pela Microsoft é só procurar por “A glimpse ahead” no Youtube para achar uma porção de vídeos sobre como seriam afetadas as áreas da educação, da saúde e outras mais.

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5 Respostas para “Desvendando Google Wave

  1. Interessante, Sr. Gaudio. Se não fosse pedir demais, você poderia escrever um post com um exemplo de “wave”, só para ilustrar? 🙂

  2. Adorei!
    Demais seu post, vou recomendar.
    Adoro a ideia do Wave, mas confesso que ainda não me rendi.
    Beijos!

    • Obrigado Isabella!

      Se ele fosse um pouquinho mais fácil de lidar, com certeza o pessoal migraria em massa! 90% da graça do Wave é a interação. Sem a galera lá, perde a graça mesmo. Aí quem sabe você se renderá ao tio Google!

      Beijos!

  3. Terei que exigir post novo neste blog, é?

    Escreve de novo, Raphael!

    Bjo

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