Afinal, o que eu quero mesmo?

As semanas estão cada vez mais duras. Diversas coisas na cabeça. Projetos abandonados, uma sensação de marasmo e de muita monotonia no ar. Definitivamente 2009 não foi um dos melhores anos da minha vida, porém não foi um dos piores também. O livro do David Allen “A arte de fazer acontecer” conseguiu ajeitar a minha desorganização e pouco a pouco estou voltando a ser a pessoa organizada que era.

Organização não significa só colocar os seus livros no lugar, ou separar quais e-mails respondidos dos não respondidos. Essa é a visão micro, a visão de “botar a casa em ordem”. Em larga escala, significa organizar a sua vida. Quem já não parou tudo o que estava fazendo e falou: “Preciso organizar a minha vida!” ?

Neste momento você surta e sai arrumando as coisas da casa, do trabalho, liga pra namorada e diz que vai fazer tal curso que a tanto tempo queria fazer, manda aquele seu amigo tomar naquele lugar por esquecer de fazer tal coisa “urgente” que você precisava tanto e que você nem lembrava mais, e finalmente, quando não há mais nada, nada mesmo para fazer, você simplesmente senta no sofá e diz: “E agora?”

E então um profundo vazio paira no ar.

Em minhas andanças pelo Google a fora, descobri um fórum, o GTD-br, um pessoal que debate as diversas maneiras de ser uma pessoa organizada seguindo a filosofia Getting Things Done e por lá  eu li uma mensagem que me chamou muito a atenção.

“Existe um exercício assim: Se você tivesse todo dinheiro e todo o tempo necessário, quais as 100 coisas que você faria para você? Não vale dizer que compraria uma casa para mãe, daria a viagem dos sonhos para o seu filho. Tem que ser para você. (Fórum do GTDbr escrito pelo participante do fórum Marcelo Andrade. O autor do livro é desconhecido)

Lá o Marcelo Andrade ainda cita que poucas pessoas chegam ou passam das 100, e que essa sensação de frustração é parecida com o que o David Allen cita em seu livro. Poucas pessoas conseguem enumerar os seus projetos de vida e quando o fazem percebem que são poucos.

No próprio “A Arte de Fazer…” há uma passagem onde Allen cita que nossos projetos de vida são nivelados como altitudes de voo:

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  • 50 mil pés ou mais: Vida
  • 40 mil pés: Visões para três a cinco anos
  • 30 mil pés: Metas para um a dois anos
  • 20 mil pés: Áreas de responsabilidade
  • 10 mil pés: Projetos atuais
  • Decolagem: Ações atuais

E nesse contexto ele vai destrinchando a importância de se auto avaliar constantemente e verificar se o que você está fazendo neste momento está de acordo com os seus planos de vida. Melhor ainda, verificar se os seus planos de vida são exatamente o que você queria. No livro, ele começa a organizar os planos de “baixo pra cima”. Em primeiro lugar suas ações atuais até chegar no nível mais alto, suas morais. Porém ele mesmo cita que o ideal era o contrário, já que as suas morais e os seus ideais devem vir em primeiro lugar.

Concordo, de fato é mais fácil botar a ordem na casa fazendo a “arrumação” de baixo para cima mesmo. (Palavra de quem está vivendo na pele!)

Digo isto, porque foi neste momento da passagem do livro que eu cai na realidade de que há um bom tempo eu deixei de fazer planos. Havia tocado a faculdade, porém esqueci completamente do planejamento e por isso me perdi no caminho.

Resolvi fazer a terrível pergunta que não se deve fazer a alguém despreparado neste momento: “Afinal, o que eu quero mesmo?”

thomas_crown_affair  “Eu estou olhando o meu ‘monte de feno’, mas o que eu quero mesmo é o Monet…”

Muitas pessoas não conseguem responder esta pergunta por deixarem de fazer planos. Vivem a vida no modo automático. Existem duas respostas para isso: desilusão com o momento atual ou estagnação com o conforto momentâneo.

A verdade é essa mesma: estagnamos ou porque estamos cansados de lutar, ou porque não há motivos que nos empurrem a buscar algo a mais, já que estamos acomodados.

Comece hoje mesmo a arrumar aquela sua lista de tarefas a fazer e no decorrer do tempo refaça planos de curto, médio e longo prazos. Organização não serve só para ser produtivo no trabalho, e sim produtivo na sua vida, afinal temos uma só oportunidade de aproveitá-la, certo?

P.S.: Imagens de Thomas Crown: A Arte do Crime, um cara que tinha tempo e dinheiro, mas não estava satisfeito com uma coisa: aventura.

P.S.2: Com o passar do tempo eu explico melhor como funciona essa filosofia do GTD da “mente limpa como água” para uma melhor produtividade.

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2 Respostas para “Afinal, o que eu quero mesmo?

  1. Definir metas é realmente essencial. Eu até faço listas de prioridades, mas no fim não as cumpro…

    Preciso saber mais sobre GTD!

    Que bom que escreveu de novo! 😉

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